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Escolas Sustentáveis

Por Junior Mancuso

A educação é tema constante de discussão e as suas variáveis são ainda mais instigantes. Dos métodos de ensino conduzidos pela didática, de Piaget a Vygotsky, dos tipos de educação elencados sob uma óptica pluralizada, além das considerações da Presidente da República no final do ano passado sobre as Escolas Sustentáveis e o seu impacto na promoção da sustentabilidade nos ambientes escolares, o assunto será abordado nesse artigo.

Em trecho de apresentação em seu manual, as Escolas Sustentáveis destacam que “… a educação ambiental envolve a promoção de processos pedagógicos que favoreçam a construção de valores sociais, conhecimentos, habilidades e atitudes voltadas para a conquista da sustentabilidade socioambiental e a melhoria da qualidade de vida”.

E o que muda no tipo de escola que conhecemos? Segundo o manual, o equilíbrio com o meio ambiente e o desenvolvimento de tecnologias apropriadas devem compensar os impactos para garantir qualidade de vida às futuras gerações. São três dimensões: espaço físico, gestão e currículo. A utilização de materiais térmicos e acústicos, gestão da água, destinação adequada de resíduos, compartilhamento de decisões, valorização da diversidade racial, projeto político-pedagógico sustentável através de conhecimentos inseridos nas instituições, são tópicos abordados nessas dimensões.

Todos os recursos destinados às Escolas Sustentáveis são oriundos do Programa Dinheiro Diretos na Escola (PDDE) que em 2014 apresenta um sistema interativo que inclui outros programas em sua plataforma: o PDE Escola, Atleta na Escola, Ensino Médio Inovador (PROEMI), Mais Educação, Escolas do Campo e Água na Escola.

Alguns dos itens financiáveis no PDDE são: transporte, banda larga, mão de obra para oficinas, calçada verde, bicicletário, aquisição de equipamentos (notebook, aquecedor solar, lixeira de coleta seletiva, coletor para pilhas e baterias) e aquisição de material didático-pedagógico, podem ser solicitados no através do programa.

Para que uma escola seja sustentável não há necessidade de reformas e modificações na estrutura física da escola. O fundamental é inserir no cotidiano dos alunos, professores, coordenadores e da comunidade do entorno, ações efetivas de sustentabilidade e investir em atitudes voltadas ao meio ambiente e de preservação dos recursos naturais. A política nacional de resíduos sólidos normatiza as questões relacionadas ao meio e preservação, porém o incentivo através de programas governamentais depende certamente, do engajamento de todos os agentes do ciclo natural e da cadeia produtiva. As iniciativas do governo, a didática adotada nos manuais e sistemas facilitam o entendimento e inclusão nesses programas, mas dependem do interesse, acompanhamento e cobrança. Visite a escola do seu filho e descubra o motivo de não ser uma Escola Sustentável, ainda há tempo.

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